Foto: Floriano Lima
UEAP assina termo de cooperação com Escola Família Agroextrativista
Ações da Proext preveem a assinatura com outras instituições da agricultura familiar do interior do Estado.

Na última quinta-feira, 10, a reitora da Universidade do Estado do Amapá (UEAP), Kátia Paulino, assinou um Termo de Cooperação Técnica com a Escola Família Agroextrativista do Carvão, comunidade tradicional do Mazagão localizada a 35 km da capital Macapá.

Pelo termo, a UEAP se compromete a cumprir um cronograma de atividades que incluem três projetos de extensão e aulas de campo para acadêmicos da universidade e estudantes da Escola Família. “Alguns termos me deixam muito angustiada quando vêm com obrigações muito vagas. Esse é diferente porque está ali tudo muito claro, não é um termo frouxo, temos um cronograma de execuções a cumprir junto a comunidade”, elogiou a gestora.

“É um sonho da gente se concretizando”, afirmou Valdenor Araújo, presidente da Associação Escola Família do Carvão. Para ele, as famílias do campo cada vez mais requerem a assistência do Estado para além da educação básica.

EDUCAÇÃO DO CAMPO – O projeto Educação do Campo teve início em 1994 em todas as macrorregiões do país, mesmo ano de criação do município do Mazagão. A partir do projeto, surgiu a Escola Família Agroextrativista do Carvão, em 1997, com o viés do fortalecimento do extrativismo local, atendendo a famílias de ribeirinhos, artesanais, quilombolas, enfim, toda a comunidade de pessoas da região que careciam de uma educação que focalizasse a peculiaridade de suas necessidades.

“Dentro da Escola Família nós trabalhamos dia e noite para vencer os limites do desenvolvimento social dessas pessoas, no sentido de corrigir o fluxo de migração do homem do campo para as cidades em busca de educação”, explicou o biólogo Raílton Brito, fundador do Projeto Escola Família no Amapá.

O Termo de Cooperação entre UEAP e Escola Família do Carvão ficou estabelecido na duração de 5 anos, período em que docentes da UEAP poderão ofertar aos estudantes regulares da instituição aulas de prática junto à comunidade do Carvão.

Esse estreitamento de laços entre o conhecimento científico e o saber tradicional foi comemorado em uma cerimônia informal no hall do campus I entre representantes da Ueap, do Forúm Social Panamazônico e da comunidade do Carvão. “Esse momento é de partilha de ideologias”, afirmou Kelly Gomes, da Proext. Celleny Servitta, do Fórum Social Panamazônico, levou ao hall um grande tecido em forma de círculo com a palavra “VIDA”, que serviu simbolicamente como palco para a cerimônia e ficou para exposição no hall.

E para consolidar essa fase de aproximação da universidade com as comunidades tradicionais, a UEAP enviará ao arquipélago do Bailique uma comitiva da reitoria e da Proext, a fim de assinar novos termos com outras comunidades tradicionais do Projeto Escola Família.

Publicado em: Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2019 por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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