Como mais uma ação de estreitamento de relações entre a Ueap e instituições de outros países, a universidade recebeu, nesta terça-feira, 21, o representante do Ministério da Educação da França na Guiana Francesa, Philippe Dulbecco, acompanhado de sua comitiva. Os representantes estrangeiros puderam conhecer os laboratórios do Campus I e participaram de uma reunião no gabinete da reitora Katia Paulino.
“Estabelecer essa ponte com os gestores que cuidam da educação na Guiana Francesa é fundamental, pois a fronteira que compartilhamos com esse país, nos possibilita uma gama muito grande de cooperações e troca de informações, lembrando que também compartilhamos biomas, rios e características em comum, então uma proximidade entre os países pode potencializar estudos de ambos os países”, disse a professora Katia Paulino.
Nas visitas aos laboratórios de Nutrição e Experimentação de Organismos Aquáticos e de Biocompósitos, no Campus I da Ueap, localizado em Macapá, a comitiva guianense pode ter acesso algumas pesquisas desenvolvidas na instituição como os trabalhos na área de beneficiamento de pescado, da professora Danielle Hoshino e biotecnologia de biocompósitos do professor Tiago Marcolino. O representante do ministério francês, Phillipe Dubelcco, que também é Chanceler das Universidades e Diretor Acadêmico dos Serviços Nacionais de Educação, disse estar muito surpreso com os esforços científicos desenvolvidos na instituição.
“Queremos intensificar a Cooperação entre França e Brasil e precisamos começar logo, senão corremos risco de sermos marginalizados nessa discussão”, declarou Dubelcco, que afirmou o desejo de apresentar resultados de acordos firmados entre a Ueap e Universidade da Guaiana já em 2025 a quando dos eventos da Cúpula da Amazônia, a COP30, a ser realizada em Belém do Pará, com sub-sede em Macapá.
Philipe Dubelcco crê que precisam ser relançadas as tratativas de ensino superior entre Brasil e a Guiana Francesa, porém considera o acordo feito no platô das guaianas muito vago. “Esse tipo de acordo precisa de autorização de muita gente, o que torna tudo muito amplo e perde-se muito tempo”, analisa Dubelcco, que prefere acordos de cooperação bilaterais e feitos diretamente entre instituições.
ACORDOS REALIZADOS - O pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Ueap, Gabriel Araújo, explicou que nos últimos anos a Ueap vem dando preferência a uma política de acordos bilaterais com universidades estrangeiras. “Nossas experiências na maioria são de acordos bilaterais, já temos oito acordos fechados com instituições portuguesas e um nos Estados Unidos”, detalhou o professor Gabriel.
Uma das possibilidades de ações a serem realizadas, são os intercâmbios entre universidades, onde professores e alunos de ambos os países passam períodos nas universidades estrangeiras desenvolvendo pesquisas e orientando alunos.
A Ueap vem firmando parcerias com universidades portuguesas como a Universidade de Coimbra, a Universidade do Porto, a Universidade do Algarve e a Universidade de Évora, com a previsão de receber visitas de pesquisadores dessas instituições e também já com a presença de estudantes e professores nestas universidades. No caso da Universidade de Évora, foi discutida uma minuta de acordo que permitirá a admissão de dois alunos da UEAP por ano.