A Universidade do Estado do Amapá (Ueap) realizou nos dias 5 e 6, o I Simpósio de Pedagogia, evento que tem como objetivo criar um espaço de diálogo e trocar experiências sobre práticas pedagógicas no contexto da Amazônia. No primeiro dia, a programação contou com mesas redondas e oficinas voltadas à temática.
“O objetivo do Simped é trazer as vozes plurais das pedagogias, porque compreendemos que as práticas são múltiplas, são diferentes e que elas precisam ser discutidas e consideradas. Dentro de todo esse evento, temos um espaço para falar da educação de jovens e adultos, da educação quilombola, indígena e outras modalidades que acontecem e que são promovidas pelo saber fazer das pedagogias em todo o estado”, disse a coordenadora do evento, a Profa. Dra. Annebelle Magalhães.
O Simpósio foi aberto com uma mesa redonda com a presença de docentes de outras instituições para discutir o uso da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), dentro das várias especificidades que a região amazônica apresenta. Foram discutidas as realidades em comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas e suas diferentes formas de organização, e como isso afeta a prática do ensino.
“Esse é um evento que se soma a uma discussão a nível nacional, quando a gente pensa que falar de diversidade, pluralidade formação e pedagogia, é falar de tudo aquilo que envolve o desenvolvimento do ser humano no seu contexto integral. Discussões sobre esse tema contribuem não só para formação dos alunos, mas acima de tudo para a sociedade amapaense e o estado como um todo”, disse a docente do Instituto Federal do Amapá (Ifap), Profa. Ma. Darlene Minervino.
Oficinas e apresentações de pesquisas
Além das palestras e mesas redondas, o evento proporcionou aos alunos de pedagogia da universidade espaços para aprender metodologias pedagógicas e também apresentar pesquisas relacionadas à temática geral do evento: "As Pedagogias no Contexto Amazônico na Educação Básica e Superior".
Como foi o caso da estudante Hadja Cavalcante, que participou da oficina sobre “Planejamento Educacional Inclusivo para a Educação de Jovens e Adultos”, que para ela foi uma ótima oportunidade de aperfeiçoar seus conhecimentos dentro da sua área de atuação.
“O Simped traz um arcabouço muito grande para nós estudantes, principalmente para o nosso currículo profissional de experiência, a gente vai ver relatos e experiências de outros profissionais, já nas oficinas, temos a oportunidade de aprender a utilizar materiais e metodologias específicas”, relatou a discente.
O evento ainda encerra na tarde do dia 6, com a apresentação de resumos expandidos de trabalhos aprovados pela comissão do simpósio. A aluna Tauany Silva foi uma das estudantes que enviou sua pesquisa e que tem como foco a relação da religião protestante com a construção de uma educação democrática na região.
“No meu trabalho procuro desmistificar a questão da ciência e religião, e também foco em outra vertente da religião, menos estigmatizada, que é a versão original do protestantismo, uma versão democrática, uma versão que realmente o amor, a igualdade e a sororidade e como ela contribuiu e contribui com a educação”, explicou a estudante.