Contra à agressão sofrida pela Pedagoga Eliane do Espírito Santo da Silva.
O Conselho Superior Universitário da Universidade do Estado do Amapá (UEAP) torna pública a sua posição contrária à agressão sofrida pela Pedagoga Eliane do Espírito Santo da Silva, mulher negra, na noite do dia 19 de setembro, na cidade de Macapá. Eliane foi torturada e levada presa ao filmar uma abordagem realizada pela Polícia Militar do Amapá contra seus familiares.
Ressaltamos que racismo e machismo no Brasil não são casos isolados e devem ser combatidos com veemência por toda a sociedade e, principalmente, pelas instituições públicas. Enquanto ambiente educacional, a UEAP se une ao combate de tais patologias sociais, seja por meio de atuações internas, que envolvem a comunidade acadêmica no sentido de dialogar para se inibir tais práticas, seja no acompanhamento científico de tais casos, que revelam o quanto a sociedade brasileira necessita avançar para se libertar dos resquícios da imposição da cultura do patriarcado, assim como dos resquícios dos quase 400 anos de escravidão, que representam uma nódoa explícita em nossa sociedade.
Por oportuno, manifestamos nossa solidariedade à mulher vítima da violência e a seus familiares, e ainda aos policiais militares que não se incluem em tais comportamentos, muitos, inclusive, sendo combatentes de tais práticas.
Macapá-AP, 21 de setembro de 2020.
Conselho Superior Universitário
Universidade do Estado do Amapá