Aliar aulas e treinamentos, provas e torneios. Essa é a rotina de muitos estudantes que precisam conciliar a faculdade com atividades esportivas. Mas para permitir que o estudante consiga conciliar essa rotina pesada, a Ueap disponibiliza o auxílio Bolsa-Atleta: "a ideia é atrair atletas para usarem a sua nota do Enem para tentar ingressar em curso da ueap", diz Diego Assis, coordenador do programa na Ueap.
“Nossa instituição recebe anualmente atletas que querem continuar sua rotina de treinos esportivos do Ensino Médio ao mesmo tempo em que cursam sua graduação ou pós-graduação. A Ueap apoia com essa bolsa, que permite que custeiem seus treinos, e consigam adquirir alimentação e suplementação para aguentar as horas entre os treinos, estágio e as aulas”, explica.
A bolsa provê R$400 reais por mês, benefício oferecido aos estudantes que praticam esportes nas equipes das modalidades: Basquete, futsal, vôlei, handebol; além de modalidades individuais como atletismo, natação, judô, badminton, tênis, luta olímpica, skate e braking - modalidade que estreará como esporte olímpico em 2024, nos jogos de Paris -- além do paradesporto.
Segundo a Pró-reitoria de Extensão da Ueap (Proext), em março de 2024 o programa deve ser lançado em forma de edital para selecionar os próximos atletas.
"Pretendo jogar até onde for permitido", afirma Diermeson Santos. Diermeron, que é estudante de engenharia de produção do 7º semestre, confirma que o incentivo tem papel crucial em seu desenvolvimento como atleta. Além do investimento na preparação esportiva, incluindo treinamentos, equipamentos e competições, para alcançar um nível mais elevado de desempenho. “Minha percepção do programa é ótima, a bolsa me permite gerenciar tempo e organização, que são valores importantes tanto para o esporte quanto para a vida profissional”.
DOUTOR ATLETA - Em anos recentes, o ex-jogador de futebol italiano Giorgio Chiellini chamou atenção para a falta de incentivo no mercado esportivo profissional para a vida acadêmica. O zagueiro é formado e mestre em Administração e um dos poucos futebolistas que pensaram na carreira acadêmica. Em entrevista a 'FIFPro', Chiellini faz um alerta sobre a vida depois da aposentadoria e incentiva a educação superior. “Temos que encorajar os jogadores a estudar, para terem mais atletas com diploma universitário. A vida é longa. A vida depois do futebol vai ser linda, mas você tem que se preparar, senão, você vai se encontrar com 35 anos e não saber o que fazer da sua vida. Você vai ter o resto da vida pela frente, e ser jogador futebol não vai ser o suficiente”, disse o atleta.
Em outro esporte igualmente popular pelo mundo, o basquete, a política de formação de atletas é bastante diferente e produz resultados louváveis. Na maior liga de basquete do mundo, a NBA, os atletas iniciantes só podem ser negociados com clubes profissionais se estiverem inscritos em alguma equipe universitária, num evento de múltiplas contratações conhecido como “draft”.
O interesse geral pelo draft dos novos jogadores da NBA faz crescer o interesse do público em acompanhar as ligas universitárias, de onde surgiram grandes nomes do basquete que possuem formação universitária – caso do ex-pivô Shaquille O’Neal, que possui MBA e doutorado em Administração de Empresas; Michael Jordan, formado em geografia; e Hakeem Olajuwon, educador físico.