Processos Seletivos
Graduação
Portal do Egresso
Serviços
Pós-Graduação
Extensão
Projeto Jornada Itinerante é classificado para a semifinal do Prêmio Luz na Educação, da Fundação Roberto Marinho
Leslie Jovana, Victor Nery e Luana Beatriz, integrantes do projeto.
Leslie Jovana, Victor Nery e Luana Beatriz, integrantes do projeto.

A educação como instrumento de transformação da comunidade, este é o objetivo central do projeto Jornada Itinerante de Ciência, Tecnologia e Cultura na Periferia Amapaense, iniciativa da Universidade do Estado do Amapá classificada para a seletiva final do Prêmio LED - Luz na Educação, da Fundação Roberto Marinho, que premiará os projetos vencedores com R$ 200 mil e divulgação do projeto em rede nacional.

Os integrantes da Jornada Itinerante da Ueap são docentes e estudantes da universidade envolvidos em projetos de Extensão, a atividade acadêmica que leva os saberes da universidade para fora dos limites do ambiente universitário, incluindo a participação da sociedade. Eles foram entrevistados nesta sexta-feira, 10, por uma equipe da consultoria ponteAponte, organização especializada em captação de recursos para obras filantrópicas escolhida pela direção do Prêmio LED para selecionar os projetos vencedores.

A entrevista foi um dos critérios de avaliação para definir os ganhadores do LED, que será divulgado no próximo dia 05 de dezembro no site https://somos.globo.com/movimento-led-luz-na-educacao, e esse foi o motivo da alta expectativa dos integrantes do Jornada Itinerante. “Penso que nos saímos bem, conseguimos demonstrar a jornada na prática e entregamos também o planejamento: a metodologia do projeto, os resultados alcançados e até as possibilidades de aplicação do projeto em outras regiões do país”, acredita Victor Nery, coordenador do Jornadas Itinerantes.

OFICINAS PEDAGÓGICAS NA PERIFERIA - “Já lemos o projeto e temos uma ideia, mas eu queria ver vocês dizerem como funciona na prática o Jornada Itinerante de Ciência, Tecnologia e Cultura na Periferia Amapaense” – este foi o primeiro questionamento feito por Paulo Leão, da consultoria ponteAponte, aos acadêmicos da Ueap.

Em resumo, o Jornadas Itinerantes são oficinas pedagógicas elaboradas por docentes e monitores da Ueap em escolas periféricas que podem variar desde oficinas de aprendizado de leitura e matemática, até biologia e aquarismo, dada a abrangência de cursos ofertados pela Universidade do Estado. O critério de escolha dessas escolas que receberão o projeto, segundo os coordenadores do Jornadas Itinerantes, são: escolas com índices baixos em avaliações oficiais tipo IDEB e escolas localizadas em áreas de alta criminalidade. Observado o déficit de aprendizado em determinada escola, ou uma situação de alta vulnerabilidade social no entorno, os acadêmicos iniciam o mapeamento das principais lacunas escolares e a elaboração de oficinas voltadas para a realidade da escola que receberá o projeto. “Os estágios e práticas da licenciatura são muito voltados ao centro da cidade, em escolas particulares, ninguém quer ir para fora, não querem porque muitos não conhecem a realidade da periferia, muitas vezes, não sabem o quanto é rica a periferia. Proporcionar essa experiência é dar aos nossos alunos e pesquisadores um espaço diferenciado de aprendizagem”, defende o docente Victor Nery.

O aluno como protagonista da educação: este é outro objetivo do Jornadas Itinerantes. Segundo Leslie Jovana, docente responsável pela curricularização dos projetos de extensão da Ueap, é observada uma mudança de postura nos discentes após a participação no projeto: “Os alunos da Ueap que participam de projetos de extensão conseguem se enxergar como profissionais em formação com interesses além do acadêmico e científico, passam a enxergar sua profissão não como um instrumento individual de transformação, eles querem voltar às suas comunidades e contribuir de formas mais positivas e significativas”, afirma a docente.

Essa gana de desenvolver uma formação acadêmica mais abrangente é notável na estudante Luana Beatriz Monteiro, do curso de Licenciatura em Pedagogia. Indígena da etnia galibi, a acadêmica considerou significativo confrontar a dualidade de ser moradora de uma área com natureza bem preservada, e atuar profissionalmente em área urbana periférica. Luana optou por se integrar ao projeto como monitora em seções de oficina de educação ambiental, reciclagem de resíduos e rodas de conversa com a comunidade: “se ver planejando oficinas e práticas que sejam significativas para gente como sujeitos amazônicos é muito gratificante, compreender a nossa riqueza, possibilitar essa interação do aluno de periferia com o meio ambiente de uma forma diferenciada é muito gratificante”.

Imagem : Diego Diniz/Ascom-Ueap

Última Modificação em : 26/05/2026 09:31:25