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SETEMBRO AMARELO - Ueap reúne profissionais de saúde mental na discussão de temas como ansiedade, autoexploração e suicídio

“O sujeito que se supõe livre é aquele que explora a si mesmo, sendo ao mesmo tempo explorador e explorado, senhor e escravo”, esta frase, de autoria do filósofo coreano Byung-chu Han, que foi exibida durante uma das palestras dos eventos do Setembro Amarelo na Universidade do Estado do Amapá (UEAP), permeou as palestras e atividades da universidade em alusão ao Setembro Amarelo - mês dedicado às campanhas de prevenção ao suicídio e promoção da saúde mental. As ações foram organizadas para acadêmicos e público geral pela Pró-reitoria de Extensão (Proext) e servidores da UEAP.

Ao longo de todo o dia 11 de setembro, a universidade organizou palestras, coffee-break e mesas de conversa com o público em geral, deixando à disposição do público a oportunidade de questionamentos a profissionais com experiência em saúde mental infantil, saúde mental na educação e prevenção ao suicídio. “As coisas não deixam de existir só porque deixamos de falar sobre elas, estarmos ou não falando sobre saúde mental aqui hoje não isenta que pessoas estejam sofrendo e, se isto existe, é necessário que a universidade fale a respeito, e fale com qualidade”, afirmou Luana Nunes, psicóloga que esteve presente na mesa “Rede de atenção psicossocial”.

Euciane Rabelo, professora e mãe de uma garota trans, participou das discussões na UEAP e transmitiu a importância de eventos como o Setembro Amarelo. “É muito importante termos eventos onde a gente possa discutir com profissionais sobre como agir, como pedir ajuda, muitas vezes nós como pais não damos atenção necessária aos filhos e passamos despercebidos por pequenos sinais, e em outros casos, como foi o meu e da minha filha, nós sequer sabíamos direito a quem recorrer. Ela já estava atravessando uma fase muito difícil, de se machucar, o que me alertou para um indício de suicídio. No HE eu não tive o atendimento necessário, mas, em busca de mais informações, encontrei o AMA LGBTQIA+ onde ela foi bem recebida e está tendo um acompanhamento adequado”, afirmou.

SOCIEDADE DO CANSAÇO

Com 26 anos de experiência em docência, Rodrigo Trindade hoje integra o quadro de psicólogos da UEAP. O profissional é categórico ao dizer que os problemas com saúde mental hoje são um dos principais fatores que levam os alunos a abandonar a universidade. “Qual o valor de uma pessoa numa sociedade tão utilitarista, consumista e desacreditada? Nós nos perguntamos todos os dias o que estamos fazendo aqui. Acordamos cansados e ao mesmo tempo com tédio. Não é incomum que passemos a desacreditar do nosso próprio potencial”, explica. Para o psicólogo, a educação é um convite à criatividade e ao desenvolvimento de potencialidades, portanto é necessário pensar uma universidade que dê vazão às diversas potencialidades do acadêmico, e não o enxergue somente como um indivíduo com capacidade para adquirir um diploma e exercer uma função profissional. 

Nesse sentido, a UEAP busca se desenvolver como uma instituição com valores humanísticos para além da mera profissionalização individual, oportunizando aos estudantes e servidores atividades extracurriculares como grupos esportivos, voluntariados, estágios e grupos de encontros artísticos. Para participar dos projetos sociais disponíveis na universidade, é necessário o acadêmico ficar ligado nas redes sociais da UEAP (@ueap_oficial) ou da Divisão de Ações Comunitárias e Assuntos Estudantis (DACAE - @dacae), onde são divulgados todos os projetos e datas de inscrições disponíveis. E para quem busca atendimento psicossocial de forma individual, basta enviar e-mail com solicitação para o endereço psicologia@ueap.edu.br. “A partir desse primeiro contato, nós enviamos para o acadêmico um formulário e, com base nesse formulário, agendamos o acolhimento pela equipe de psicologia”, detalhou Vinícius Alves, chefe da Unidade de Assistência ao estudante.

ONDE PROCURAR AJUDA?

Durante as palestras, os psicólogos e assistentes sociais detalham diversas instituições de acolhimento a pacientes que sofrem com problemas de saúde mental em Macapá:

Centro de Atenção Psicossocial Infantil Juvenil – CAPS I de Macapá

Endereço: Rua: Redenção, nº 432, Bairro: Jardim Marco Zero, Macapá-AP.

Público-alvo: destina-se a atender crianças e adolescentes com transtornos mentais severos e persistentes. Autismo e aqueles que fazem uso abusivo de substâncias psicoativas (SPA’s), com práticas autolesivas, ideação e tentativas de suicídio.

Atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira em dois turnos (manhã e tarde), atende demandas espontâneas e encaminhadas de outros serviços.

 

Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Outras Drogas – CAPS AD/ Espaço Acolher

Endereço: Avenida: Cora de Carvalho, 1731, Bairro: Santa Rita, Macapá-AP.

Público-alvo: atende pessoas a partir de 18 anos de idade, que apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente do uso de crack, álcool e outras drogas.

Atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira em dois turnos (manhã e tarde), atende demandas espontâneas e encaminhadas de outros serviços.

 

Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Outras Drogas – CAPS AD de Santana

Endereço: Av. Lucena de Azevedo, nº 499 - Bairro Vila Daniel , Santana-AP.

Público-alvo: atende pessoas a partir de 18 anos de idade, que apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente do uso de crack, álcool e outras drogas.

Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira em dois turnos (manhã e tarde), atende demandas espontâneas e encaminhadas de outros serviços.

 

Centro de Atenção Psicossocial – CAPS III/ Casa Gentileza

Endereço: Av. Marcílio Dias, 1395, Bairro: Jesus de Nazaré, Macapá-AP.

Público-alvo: o atendimento é para pessoas a partir de 18 anos de idade com transtornos mentais graves e persistentes. Especificamente os transtornos mentais maiores/psicóticos: ex.: Esquizofrenia e Transtorno Afetivo Bipolar.

Atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira em dois turnos (manhã e tarde), atende demandas espontâneas e encaminhadas de outros serviços.

 

Ambulatório de Psiquiatria - HCal

Endereço: Av. Fab, 70 - Centro, Macapá - AP, 68900-073

Público-alvo: atendimentos para transtornos não-graves, consultas e tratamentos.

Atendimento: marcação de consulta do HCal no horário das 6h às 18h, ininterruptamente, de segunda à sexta-feira.


Última Modificação em : 21/09/2025 22:49:01