A Universidade do Estado do Amapá (UEAP) é uma das signatárias da Carta de Belém, documento elaborado pelas principais redes de pesquisa em sociobiodiversidade e clima da Amazônia. A carta é fruto do encontro “Conexões Amazônicas: Ciência em Rede para a COP30”, realizado em setembro de 2025, em Belém do Pará, e representa um marco de compromisso científico e político com o futuro da região.
A iniciativa conta com a participação ativa do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld) e o Monitoramento Integrado de Árvores Gigantes da Amazônia (Miag), coordenado pelo professor Robson Borges de Lima, docente da UEAP.
O documento reúne contribuições estratégicas para a implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira, no período de 2025 a 2035, e também ajudará a embasar o debate internacional sobre o clima durante a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá na própria região amazônica, também na capital paraense.
Entre os principais pontos destacados pela Carta de Belém estão:
• o fortalecimento do monitoramento de longo prazo dos ecossistemas amazônicos;
• a integração de ciência, tecnologia e saberes tradicionais na proposição de soluções sustentáveis;
• a valorização da sociobioeconomia e da justiça socioambiental;
• a necessidade de políticas públicas robustas que assegurem desenvolvimento regional e conservação ambiental.
Para o professor Robson Borges de Lima, a participação da UEAP como signatária do documento é um reflexo direto do compromisso da instituição com a ciência e com o futuro da Amazônia:
“Ser signatária da Carta de Belém reforça o compromisso da Ueap com uma ciência de excelência, com a formação de recursos humanos amazônicos e a promoção do desenvolvimento socioeconômico sustentável, em harmonia com a conservação ambiental. Essa é uma conquista que mostra o protagonismo da universidade e o papel que ela desempenha junto às principais redes científicas amazônicas”, disse o docente.
O documento completo está disponível para leitura e consulta pública, reafirmando a importância da colaboração entre universidades, centros de pesquisa, comunidades tradicionais e formuladores de políticas públicas para um futuro sustentável na Amazônia.