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Ueap realiza aula magna de curso de licenciatura destinado a comunidades quilombolas

A Universidade do Estado do Amapá realizou nesta sexta-feira, 24, a aula magna do curso de Licenciatura em Educação Escolar Quilombola, evento que deu início ao curso que visa formar e qualificar professores da educação básica que irão atuar em comunidades tradicionais do estado. Alunos das comunidades do Curiaú e de São José do Matapi estiveram presentes no auditório central da universidade.

A instituição disponibilizou 160 vagas distribuídas em quatro turmas, sendo duas que funcionarão nas comunidades da zona rural da capital, e outras duas no próprio Campus I. Em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), foram disponibilizados dois ônibus para que os estudantes quilombolas pudessem assistir a aula inaugural.

“Os professores atendidos são tanto aqueles do antigo magistério, que ainda não têm uma graduação, quanto os que já têm uma graduação e querem fazer uma segunda. Além daqueles que só terminaram o ensino médio e ainda não têm uma graduação. Mas todo esse público é oriundo de comunidades quilombolas, para que sejam oferecidas mais oportunidades a essa população”, explicou uma das coordenadoras da iniciativa, professora Iranir Andrade.

O curso faz parte do Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade), que está presente na Ueap e é financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. A graduação também recebe o apoio da Secretaria de Estado da Educação do Amapá (Seed), que será beneficiada pela qualificação de professores que irão compor sua rede.

“Temos que destacar esse trabalho realizado na Ueap, que fomenta a educação superior e possibilita que ela chegue nas comunidades ribeirinhas, quilombolas, na educação do campo. Esse trabalho é necessário, para que democratizemos ainda mais a educação e ela chegue na demanda social, para que todos tenham acesso de maneira igualitária”, disse a Secretaria Adjunta de Gestão de Pessoas da Seed, Ivone Conceição.

Benefício às comunidades

O curso tem o valor de graduação e terá uma duração de 4 anos, as aulas serão realizadas na modalidade modular, durante os períodos de férias da rede pública de ensino. A licenciatura beneficia profissionais como Joaquina Ramos, moradora da comunidade do Curiaú, formada em História, e que pretende se qualificar ainda mais com essa oportunidade.

“Esse curso vai facilitar muito a vida de todos nós, sabemos as dificuldades enfrentados com o transporte para quem é dessas regiões, então os professores indo até lá, vai facilitar nosso acesso às aulas, para não ter desistências dos alunos”, relatou a professora.

Palestra da aula magna

E como primeira programação do curso de Licenciatura em Educação Escolar Quilombola, a aula magna contou com um palestra do professor Rudinei Borges, que abordou mais profundamente o objetivo central da iniciativa: “Equidade no ensino superior: tecendo caminhos para um saber que abraça e transforma”.

“Esse é um tema de extrema importância para a construção de uma sociedade mais justa, um assunto que transcende as questões acadêmicas e se entrelaça com as questões sociais, econômicas, culturais, que permeiam a vida dos povos quilombolas no Brasil, uma nação marcada por profundas desigualdades estruturais, especialmente quando se trata do acesso a direitos básicos como a educação”, expôs o professor do colegiado de Filosofia da Ueap.

Imagem : Luan Macêdo/Seed

Última Modificação em : 26/05/2026 09:45:07