A Universidade do Estado do Amapá realiza nesta sexta-feira, 24, a aula magna do curso de Licenciatura em Educação Escolar Quilombola no auditório central da universidade. O evento dá início ao curso que visa formar e qualificar professores da educação básica que irão atuar em comunidades tradicionais do estado.
A universidade oferece 160 vagas distribuídas em quatro turmas, sendo duas que funcionarão nas comunidades do Curiaú e São José do Matapi do Porto do Céu, e outras duas no próprio Campus I da Ueap. Em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), foram disponibilizados dois ônibus para que os estudantes quilombolas possam assistir a aula inaugural.
“É importante destacar que essa licenciatura é um curso de graduação e terá uma duração de 4 anos, que será oferecido em 8 módulos, nos quais os professores serão deslocados para atender essas duas comunidades quilombolas. Esse é um programa que terá grande importância para o estado, já que como o nome sugere, pretende dar condições de acesso à educação de forma igualitária às pessoas”, explicou a pró-reitora de Graduação da Ueap, Heryka Nogueira.
A iniciativa é implementada em parceria com Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). No Amapá, o curso destinado ao público quilombola é oferecido pela Ueap, enquanto a formação destinada às comunidades indígenas é realizada pela Universidade Federal do Amapá (Unifap).
As aulas serão realizadas na modalidade modular, durante os períodos de férias da rede pública de ensino, o primeiro módulo iniciará no dia 27 de janeiro e segue até o dia 1 de março de 2025. Aos profissionais da educação e da demanda social quilombola atendidos pelo curso receberão bolsas mensais de permanência no valor de R$ 700, pagos pela Capes diretamente aos beneficiários.